O seu navegador necessita de suporte Javascript para esta funcionalidade. Museu de Évora - Exposições & Eventos
20 de Maio de 2013
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Exposições & Eventos

 

  • No próximo dia 21 de março, às 18h00, o Museu de Évora apresenta as suas coleções permanentes de Arqueologia, cujo núcleo original é constituído por um conjunto de antiguidades recolhidas no Sul do país por Frei Manuel do Cenáculo (1724-1814), nomeado Bispo de Beja em 1777 e indigitado Arcebispo de Évora em 1802, conhecido também como o "primeiro arqueólogo português".

    Em pleno Século XX, os materiais colecionados por Cenáculo foram incorporados no Museu de Évora, entretanto instalado no antigo Paço Episcopal, juntando-se então às recolhas locais de estatuária e lapidária devidas a estudiosos como André de Resende, Cunha Rivara, Filipe Simões ou Gabriel Pereira, hoje parcialmente expostas nas galerias do Claustro. 

    A presente área expositiva - instalada em espaço subterrâneo ganho na recente remodelação, que completa a apresentação pública das coleções arqueológicas do Museu - vive ainda em boa parte da "Coleção Cenáculo", com objetos provenientes de sítios tão diversos, como Beja, Tróia (Setúbal), Cola (Ourique), ou mesmo Balsa (Tavira) e Milreu (Estói) já no Algarve.

    Infelizmente, a importância que a Arqueologia viria a conhecer no Alentejo ao longo Século XX, em particular na região de Évora, não teve reflexos significativos no enriquecimento do seu Museu, assistindo-se, pelo contrário, à dispersão de importantes acervos. 

    Contudo, a presença nesta exposição de materiais resultantes das escavações dos anos 60 na Anta Grande do Zambujeiro (Évora) e no Castelo da Lousa (Mourão), ou dos anos 80 na Necrópole das Casas (Redondo), acabam por ser exceções valiosas, a que se soma a fantástica estátua romana em bronze, descoberta em São Manços nos anos 70 por trabalhadores agrícolas da Reforma Agrária. 

    Por fim, a exposição reflete também, ainda que parcialmente, através de uma pequena seleção de materiais islâmicos recolhidos durante as últimas obras, a memória histórica do próprio lugar do Museu, situado em plena acrópole eborense, local central da cidade onde ao longo de mais de dois milénios, se sucederam ininterruptamente os povos e as civilizações.

    No âmbito do projeto de remodelação do Museu de Évora recentemente concluído, foi possível concretizar um importante programa de investigação arqueológica incidindo no subsolo desta zona fulcral da cidade de Évora, onde no Século XVII, sobre construções mais antigas, se instalou o Paço Episcopal, edifício que hoje abriga o Museu. As sondagens e escavações realizadas, para além de clarificarem as origens quinhentistas do atual edifício permitiram identificar e datar um conjunto de estruturas e materiais que documentam três fases históricas principais da vida da cidade. 

    Na base, os vestígios da Época Romana, com destaque para a identificação do limite sul do forum, a grande praça pública construída no final do Século I a.C., completando o programa de monumentalização da Acrópole, iniciado pelo Imperador Augusto na transição do Milénio com a construção do Templo Imperial. Daquela praça monumental restam vestígios da parede sul, agora integrada como "cripta arqueológica" no próprio museu, nela se expondo parte da coleção de lapidária romana eborense.

    Sobre as estruturas já arruinadas do antigo forum, instalou-se partir do Século VIII d.C. uma zona habitacional islâmica, onde se recolheu variado espólio doméstico, com destaque para várias lamparinas de "bico de pato", cerâmicas diversas e numerosas moedas. Finalmente, o período da Reconquista Cristã, está assinalado por um curioso conjunto de sepulturas datadas dos Séculos XII e XIII, que foi possível conservar e musealizar no seu local original, junto ao claustro do Museu.

    Para mais informações contactar o Museu de Évora, através do telefone 266 702 604

  • Tesouros do Museu de Évora - Curiosidade Natural
    13-05-2013
    Tesouros do Museu de Évora - Curiosidade Natural

    A Direção Regional de Cultura do Alentejo e o Museu de Évora inauguram dia 16 de maio, pelas 18h, a exposição 'Tesouros do Museu de Évora - Curiosidade Natural' , no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus que se celebra a 18 de maio.

    Pela primeira vez, o Museu de Évora reúne numa só exposição a sua coleção de História Natural constituída por uma multiplicidade de espécies, das quais se destacam os cristais, os quartzos, as conchas, os fósseis de gastrópodes e os corais.

    A origem da coleção remonta ao Arcebispo Frei Manuel do Cenáculo, que adquiriu algumas das peças mais curiosas que agora serão exibidas, pretendendo ilustrar o mundo natural e facilitar o seu estudo. Após a sua morte, a coleção continuou a aumentar através de doações particulares de objetos provenientes de todo o mundo como, por exemplo, a imponente cabeça de hipopótamo, proveniente de Moçambique, que estará em exposição.

    A diversidade e o percurso histórico desta coleção imprimem-lhe um caráter único no panorama dos museus em Portugal - deixe-se surpreender!

    A exposição estará patente no Museu de Évora até abril de 2014, podendo ser visitada de terça a domingo, das 10h às 18h (horário de verão) e das 9h30 às 17h30 (horário de inverno).

    Mais informação:
    Museu de Évora
    T.: 266 702 604
    http://museudevora.imc-ip.pt

  • Como é do conhecimento do público o Museu de Évora em conjunto com o Grupo de Voluntários organiza desde 2011 uma viagem no final de cada mês a museus, palácios e outras instituições museológicas no país e em Espanha.
    Neste sentido, serve o presente comunicado para informar todos os interessados que infelizmente o Museu de Évora não reune neste momento condições para continuara a efectuar os referidos passeios interrompendo pelo menos até ao fim do verão, altura em que se fará uma nova reavaliação da situação.
    A direção do Museu e todo o pessoal que lhe é afecto vêm desta forma manifestar o seu agradecimento a todos os que participaram nestas viagens que cremos terem sido muito úteis pela importância que têm tido na divulgação de outros monumentos, museus e sítios bem como na divulgação do nome do Museu de Évora junto das instituições visitadas.

    Muito Obrigada  


    O diretor do Museu de Évora

    António Miguel Alegria
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