O seu navegador necessita de suporte Javascript para esta funcionalidade. Museu de Évora - Évora
3 de Setembro de 2010
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Évora

  • Vaso com decoração simbólica encontrado durante as escavações realizadas na Anta Grande do Zambujeiro.A Anta Grande do Zambujeiro, um dos maiores monumentos megalíticos da Península Ibérica, foi descoberta, em 1964, pelo arqueológo Henrique Leonor Pina. O seu espólio encontra-se depositado no Museu de Évora, a par com uma rica colecção de artefactos pré-históricos provenientes de outras antas da região (Anta dos Cabacinhitos, Anta da Loba e Anta da Mitra). O monumento foi edificado entre os inícios do 4.º e meados do 3.º milénio a.C., num momento de transição entre o período do Neolítico Final e o Calcolítico, quando se dão transformações de peso na economia das sociedades recolectoras, com o florescimento da agricultura e do pastoreio, e o aperfeiçoamento de novas tecnologias, com o trabalho da pedra polida e a fundição do metal.

  • Registo gráfico de uma das sepulturas medievais encontradas no subsolo do Museu de Évora.Durante as escavações arqueológicas realizadas no Museu de Évora, sob um pavimento do século XVI, foi encontrado um conjunto de sepulturas no lado Sudoeste, nas imediações do edifício da Sé. Sobre as sepulturas identificou-se também um nível de lajes em mármore, entre as quais se encontrava um fragmento de cornija romana e uma laje de cancela visigótica. Estas lajes, alinhadas no sentido Oeste-Este, cobriam os enterramentos. As sepulturas construídas em tijolo, pedra e argamassa, com a reutilização de materiais romanos (nomeadamente um fragmento de capitel jónico), obedecem a diferentes tipologias, apresentando plantas rectangulares, trapezoidais e antropomórficas. Sobrepunham-se ao pavimento da praça romana e aos muros de época islâmica e, nalguns casos, apoiavam-se mesmo directamente sobre sepulturas de época muçulmana.

    O estudo destas sepulturas revelou um conjunto significativo de enterramentos de indivíduos adultos do sexo masculino, com interessantes características antropológicas. Foi detectado o chamado “síndroma de cavaleiro” que, tal como a presença de esporas, aponta claramente no sentido de se tratar de enterramentos de cavaleiros de estratos sociais privilegiados. Quatro desses indivíduos apresentavam ainda algumas lesões traumáticas, sobretudo no crânio, causadas por objectos cortantes, o que parece indicar a participação em combates. A identificação de botões decorados com uma cruz florenciada, leva-nos a considerar a hipótese dos enterramentos se relacionarem com a Milícia de Évora, criada por D. Afonso Henriques em 1175.
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